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terça-feira, 21 de abril de 2009

MARCAS DO PASSADO (CAPITULO VII)

Lara e Gim no calor da discussão não viram Stefhany sair, só se deram conta do que estava acontecendo quando ouviram a porta sendo trancada.
_ Porque fizeram isso comigo, porque fizeram isso com a gente?
_ Acho que resolveram pregar uma peça em nós.
_ Não quero ficar aqui. Quero ir embora, não tevia ter vindo pra começar. Sabia que era estupidez aparecer aqui.
_ Você tem tanto medo de ficar sozinha comigo assim; acha que vou te machucar ou fazer algo por conta do que aconteceu?
_ O que você poderia fazer? Matar-me! Depois você iria para a cadeia. Bater-me! Eu te denunciaria e você também iria para a cadeia.
_ Eu poderia fazer algo que não deixasse marcas, pelo menos não marcas visíveis.
_ Como o que, por exemplo?
Enquanto Gim falava ia se aproximando bem devagar, com um olhar muito enigmático, que Lara não conseguia entender. Nem nas mais loucas brigas que tiveram, ele nunca tinha olhado assim para ela. E ela sentiu medo. "O que Gim faria."
Gim sabia bem o que estava prestes a fazer. Não devia, mas seus sentimentos e seus desejos eram mais fortes que ele naquele momento. Ele se aproximou, a abraçou e sem que desse tempo para que ela fizesse algo para se desvencilhar, ele a beijou.
Lara não conseguia pensar em nada, apenas naquele beijo quente que começou com raiva e desejo, mas que foi se tornando delicado, apaixonado. Um beijo que ela sonhara muito na adolecência, mas imaginara ser impossível acontecer. E agora estava acontecendo.
Lara sabia que não devia, mas estava correspondendo, era mais forte que ela, ela não conseguia resistir. E quando Gim a apertou mais ao peito, soltou um gemido de prazer.
"Morri e fui pro céu." _ pensou.

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